El abrazo de la serpiente

El abrazo de la serpiente

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El abrazo de la serpiente

El abrazo de la serpiente

Karamakate, um poderoso xamã amazônico e último sobrevivente de seu povo, vive em isolamento voluntário nas profundezas da selva. Os anos de solidão total transformaram ele em chullachaqui, uma casca vazia de homem, privado de emoções e de lembranças. Sua vida dá uma reviravolta no dia em que chega, ao seu remoto lar, Evan, um etno-botânico estadunidense que procura a yakuruna, uma poderosa planta capaz de ensinar a sonhar. Karamakate aceita acompanhar Evan em sua busca e juntos empreendem uma viagem em que passado, presente e futuro se confundem, e na qual o xamã irá recuperando suas lembranças perdidas.

El abrazo de la serpiente | Ciro Guerra e Jacques Toulemonde | Colômbia, Venezuela, Argentina | 2015 | 125 min.

 

 

Sempre que olhava o mapa de meu país, via uma grande incógnita.
Quase a metade dele estava coberta por um território oculto, por um manto verde, do qual nada sabia.
É a Amazônia, terra inabarcável, que reduzimos a uns poucos conceitos.
Coca, droga, rios, índios, guerra.
Realmente não há nada mais ali?
Não há uma cultura, uma história?
Não há um espírito que transcenda?
Os exploradores me ensinaram que sim.
Aqueles homens que deixaram tudo, que arriscaram tudo, para nos mostrar um mundo que não podíamos ter imaginado.
E que fizeram contato.
Esse encontro aconteceu em meio a um dos genocídios mais cruéis que a humanidade já viu.
Pode o homem, através da arte e da ciência, transcender a brutalidade?
Alguns homens o fizeram.
Os exploradores contaram suas histórias.
Mas os nativos não. A história deles é esta.
Um pedaço de terra do tamanho de um continente, que não foi contado.
Que não existe no cinema da nossa América.
Essa Amazônia já se perdeu.
Mas no cinema, pode voltar a existir.

Ciro Guerra, 2011

 

CIRO GUERRA (Colombia, 1981)
Ciro Guerra estudou Cinema e Televisão na Universidade Nacional da Colômbia.  Aos 21 anos de idade, depois de dirigir quatro super premiados curtas-metragens, escreveu e dirigiu La sombra del caminante. Esta obra prima recebeu 15 prêmios e menções honorosas nos Festivais de San Sebastián, Toulouse, Trieste, Mar del Plata, Austin, Quito, Santiago, Varsóvia e Havana. Foi incluída pelo Festival de Cinema de Bogotá na lista dos 10 melhores filmes colombianos dos últimos 30 anos.

Seu segundo longa-metragem, Los viajes del viento, fez parte da Seleção Oficial do Festival de Cannes 2009.  Estreada na Colômbia em abril de 2009, foi vendida a mais de 15 países e selecionada em 90 festivais, incluindo Toronto, Roterdã, San Sebastián, Hong Kong, Jerusalém e Londres, e recebeu prêmios em Cannes, Santa Bárbara, Málaga, Santiago, Bogotá e Cartagena. Recentemente foi escolhida pela revista Arcadia como uma das obras colombianas mais importantes dos últimos 100 anos.

El abrazo de la serpiente estreou na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e recebeu o Art Cinema Award. Teve seu mérito reconhecido com uma dúzia de prêmios em nível mundial, foi visto em mais de vinte países e foi indicado como Melhor Filme Estrangeiro na edição 88 do Óscar.

JACQUES TOULEMONDE (1983)
Com sua produtora Janus Films, e em parceria com a produtora francesa Noodles Production, dirigiu o curta metragem Un juego de niños, que participou em mais de trinta festivais e recebeu mais de dez prêmios internacionais. Dirigiu também Anna, um road movie rodado entre França e Colômbia, protagonizado pela reconhecida Juana Acosta, que teve um importante destaque internacional. Seu primeiro longa-metragem como diretor foi Dérive, produzido e filmado em Paris.

Em Paris, cursou Ciências Humanas e, posteriormente, Literatura na Sorbonne. Em 2003, começou sua carreira como preparador de atores amadores colombianos em Travaux, on sait quand ça commence…  de Brigitte Roüan com Carole Bouquet, Aldo Maccione e com a participação especial de Hugh Grant. O filme foi selecionado na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2004. Participou como assistente de direção de vários longas-metragens, entre eles Los viajes del viento de Ciro Guerra, La sociedad del semáforo de Rubén Mendoza e Roa de Andrés Baiz. Paralelo a sua experiência cinematográfica, escreveu vários contos e o romance inédito, Diatriba de un idiota.


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